Pesquisa Datafolha: um roteiro para a própria mídia se olhar no espelho
A mídia devia transformar em bíblia, no objeto de sua mais profunda
reflexão no momento, a pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana
(domingo). O levantamento indica que sobem continuamente o otimismo dos
brasileiros em relação à economia e o apoio e aprovação populares que
dão à presidenta Dilma Rousseff.
O levantamento, aliás, mostra
mais um recorde batido pelo governo da presidenta: ele tem a aprovação
de 64% da população, a mais alta taxa de apoio e aprovação populares
obtida por um presidente com 15 meses de mandato na história da
República. Só 5% da população consideram seu governo ruim ou péssimo.
E
mais: a chefe do governo se elegeu dia 31 de outubro de 2010, no 2º
turno, com 56,05 dos votos, contra os 43,95% obtidos pelo adversários
tucano José Serra. Pois bem, se o 2º turno fosse agora ela simplesmente
teria 69% contra 21% da candidatura serrista.
Brasileiros querem a continuidade do PT no Planalto depois de 2014
É
por isso que insisto: a pesquisa devia e precisa se converter em um
roteiro para a própria mídia se olhar no espelho. O Brasil que ela -
toda, não só a Folha - retrata em suas páginas e noticiários não existe
para a maioria do país, para a nação e o povo otimistas com o futuro,
esperançosos com os dias que vivemos.
Os brasileiros, deixa claro
a pesquisa, apoiam tanto a presidenta Dilma quanto o ex-presidente
Lula, como atestam os itens em que eles são perguntados sobre a próxima
eleição presidencial. Em outras palavras, o que a população quis dizer é
que quer a continuidade da gestão petista depois de 2014. Chega a 89% o
percentual dos que querem que o PT fique no Palácio do Planalto - 32%
com a presidenta Dilma e 57% com o ex-presidente Lula, apesar da
campanha diária e permanente da mídia contra este e seu partido, o PT.
A
mídia só tem a perder nos próximos anos. Mas, mesmo assim, pelo andar
da carruagem, não quer ver. Continua solidária com praticas
jornalísticas de determinadas publicações e veículos, dentre estas, Veja
à frente. Se bem que a revista há muito deixou de fazer jornalismo
transformando-se em mera transmissora de mensagens panfletárias da
extrema direita.
Não condenam jornalismo feito de braços dados com o ilícito
Continua,
na medida em que não dá uma palavra a respeito - nem fala, nem publica -
recusa-se a condenar o jornalismo de braços dados com o ilícito na
busca de noticias. Exemplo mais clamoroso disso é ela se negar a
noticiar os fatos que se passaram na busca de informações não apenas
para atingir ministros e políticos mas, o mais grave, para proteger
determinados negócios escusos e ilegais, cujo nome verdadeiro é
corrupção.
Mas, os veículos da mídia, em grande parte - eu diria
em sua maioria - querem a impunidade para os aliados ainda que
concorrentes, mas negam a justiça para os adversários. (por José Dirceu)
Fonte: www.zedirceu.com.br